Entrevista com Diego Gonçalves do Mustangs e com RugBoy do Patriotas

Pronto! Esqueçam tudo de ruim que vocês já ouviram falar sobre o futebol americano, não venha com essa conversa: “Ai! É muito complicado de entender”. Faça-me o favor! Quando criaram o futebol (convencional que é praticado por quase todo Brasil) aposto que muitos da época de sua criação diziam: “O que esses malucos fazem correndo atrás de uma bola?”, “O que aquele idiota chamado goleiro levando bolada à toa?”.
Se alguém vier lhe dizer sobre o futebol americano desta forma: “Que porcaria é essa? Quem assiste isso pelo amor de Deus?”, vocês respondam: “Amigo, isso aí que você chama de porcaria, quando chega a sua fase final consegue deixar metade do planeta Terra perplexo assistindo, e mais, para você ter direito há 30 segundos de comercial durante o Super Bowl (final da National Football League) terá que desembolsar apenas 4 milhões de dólares”.
Pois bem… Agora, se você tem medo de cair e se machucar, ou porque não tem os equipamentos… Existe uma solução: O Beach Football! Que é jogado nas areias das praias e os contatos são moderados. Mas se você ainda tem receio de alguma lesão, existe mais uma colher de chá: o Flag Football, como é praticado em escolas, que ao invés de derrubá-lo para interromper avanços, basta remover a flanela (dominação em inglês: flag) que os jogadores carregam na cintura.
Se você realmente não quiser riscos, jogue o Madden NFL. Muito bom para aprender as regras de forma divertida. Agora, se você não tiver nem um console (Play Station, Xbox 360) ou um PC para jogar… Tem solução! Assista aos jogos pela internet ou pela TV, seja  pela Fox Sports, ESPN, NBC, CBS, Esporte Interativo ou NFL.com. Futebol americano é 100% emoção, estratégia, democracia… 100% você!
Para mostrar que o futebol americano não é coisa de louco, entrevistei dois brasileiros, que moram, estudam e trabalham no Brasil, e que praticam o esporte:

A primeira fera é o Diego Gonçalves, 20 anos de idade, joga FA há 5 anos, atualmente é wide receiver do Avaré Mustangs (time do interior de São Paulo), mas também já defendeu o Palmeiras Locomotives.

Diego, WR do Mustangs
Diego, WR do Mustangs

O segundo entrevistado é mais conhecido como Felipe “Rugboy”, OL e diretor do Vasco da Gama Patriotas (atual vice-campeão do Torneio Touchdown).

Felipe "RugBoy", OL do Patriotas
Felipe “RugBoy”, OL do Patriotas

 

COMO CONHECEU O FUTEBOL AMERICANO?

Diego Gonçalves: Eu jogava futebol para a seleção de Avaré e lá conheci o Roberval mais conhecido como “Batman”, ele era treinador de goleiro da equipe e me convidou para jogar. Eu falei para ele: “Você está louco? O pessoal vai me matar!”. Ele me falou que não era tudo isto que vemos em jogos da NFL. E também, era para jogar Flag na Liga Paulista de Futebol Americano (LPFA).  Um dia ele trouxe a bola para um treino de futebol e falou para eu correr reto e lançou para mim. E foi assim que conheci.

Felipe RugBoy: Em 2006, quando ainda jogava rugby em Brasília. Conheci a equipe do Tubarões do Cerrado e comecei a me apaixonar pelo esporte.

O QUE SEUS AMIGOS E FAMILIARES NÃO CONHECEDORES DO ESPORTE ACHAM DA PRÁTICA DO FUTEBOL AMERICANO?

DG: Eles tomaram um choque quando eu falei que jogo futebol americano e sempre me perguntam: “Mas você joga com capacete e ombreira?” Falo: “Sim!”. Daí, sempre falo para eles: “Vamos treinar comigo!”. Para eles conhecerem mais, mas sempre ninguém aparece (risos). Mas minha família sempre me deu força!

FR: A maioria acha muito confuso, por não ter contato com o esporte e não procurarem se aprofundar. Acho que quando se fala em futebol americano, todo mundo quer encontrar um esporte semelhante ao futebol (soccer), com gols, impedimentos, entre outros. E acabam não se aprofundando no conhecimento do esporte. Mas todos compartilham da minha alegria nas vitórias, tristezas na derrota e dedicação na preparação da equipe.

O QUE MAIS LHE APAIXONA NO FUTEBOL AMERICANO?

DG: É a minha segunda família, que é o Avaré Mustangs. Somos sempre unidos dentro de campo, sempre posso contar com os amigos fora de campo, sempre falo para meu irmão que o futebol americano me ensinou a ser homem.

FR: A estratégia. É um jogo de estratégia pura. Você precisa estudar e respeitar o seu adversário, por melhor ou pior que ele possa parecer. Se você estuda bastante o seu adversário, está perto de ser bem sucedido.

QUAIS AS MAIORES DIFICULDADES QUE ENFRENTOU E AINDA ENFRENTA PARA PRATICAR O ESPORTE?
DG: Acho eu, como todos atletas de qualquer esporte, que não tem apoio. Menos o soccer, que é o mais apoiado hoje. Mas hoje, já estou vendo mudar as coisas e fico muito feliz por isto.

FR: Conciliar trabalho, condicionamento físico e o esporte com a família. O tempo está bastante escasso.

DEIXE SUA MENSAGEM DE INCENTIVO PARA AS PESSOAS QUE AINDA NÃO CONHECEM O ESPORTE.

DG: Se você tem uma vida chata é porque você não conhece este esporte. Ele vai mudar sua vida quando você conhecer!  Tem uma música que aprendi no exército, que me lembra muito o futebol americano, que é: “É raça! É sangue! É fibra moral e vibração”.

FR: O futebol Americano é um esporte apaixonante, que cativa pessoas de todas as idades, todas as classes sociais, todos os biotipos, um esporte completamente inclusivo e viciante. Procure conhecer o esporte e dê a chance dele te conquistar também. CASACA! CASACA! CASACA!


*Este é um texto colaborativo, o qual representa a opinião do autor e não a opinião do 11 Jardas.com ou de seus editores*
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Escrito por André Luis Conceição

Fã de esporte em geral: futebol, vôlei, basquete... FUTEBOL AMERICANO. Dono do blog "É Touchdown Brasil!", também escreve para o site "Snap! Futebol Americano". Conheci o futebol americano há uns cinco anos e busco de alguma forma conquistar mais adeptos a este esporte tão dinâmico. E é lógico divulgar o trabalho que vem sendo feito pelas equipe brasileiras. Se precisarem de um QB...