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SB48: Seattle atropela Denver e conquista o primeiro Super Bowl de sua história

O Super Bowl XLVIII era para ser um jogo histórico, sem bem que acabou sendo. A expectativa era de uma partida equilibrada que com certeza entraria para a história como um dos melhores, se não o melhor, SB de todos os tempos, passou longe disso.

O equilíbrio tão esperado no duelo da melhor defesa contra o melhor ataque parece ter se assustado com a possibilidade de neve e resolveu passar longe do Metlife Stadium na noite de domingo.

Analisando as estatísticas de Seattle Seahawks e Denver Broncos durante toda a temporada, tínhamos uma defesa forte, a melhor da liga e um ataque que bateu praticamente todos os recordes, e que parecia ser imbatível.

Mas a velha máxima usada por muitos fãs futebol americano se fez valer: Ataques ganham jogos e defesas ganham campeonatos.

Desde o início do jogo os Broncos mostraram que a espetacular campanha de 2013 ficou em Denver, quando acabou a final da conferência contra os Patriots. A prova que com apenas 12 segundos de jogo o ataque cedeu um safety, cometendo um erro bizarro no snap, um erro quase imperdoável, que por mais exagerado que possa afirmar isso, foi um lance decisivo para a história do jogo.

Ataque do Broncos comete safety. - Foto: Divulgação /  Seattle Seahawks
Ataque do Broncos comete safety. – Foto: Divulgação / Seattle Seahawks

Seattle percebeu o nervosismo do adversário e se aproveitou, sem precisar fazer nada fora do normal, como avaliou o técnico Pete Carroll, o time fez o básico, tanto que se formos analisar os números do jogo, realmente Seattle manteve a média da temporada, seja ofensivamente, como defensivamente.

Poucas vezes nessa temporada se viu um time ser tão passivo na partida, como foi o Denver. O time que foi espetacular na temporada regular a nas duas rodadas dos playoffs entrou no Super Bowl como um time normal, e como todo respeito aos Broncos, beirando a mediocridade.

Mas não podemos, nem devemos, cometer o erro de afirmar que o resultado de 43 a 8 para Seahawks foi única e exclusivamente culpa da péssima apresentação do adversário.

Afinal Russell Wilson e companhia fez o que fizeram na temporada inteira. Jogo consistente da defesa anulando as ofensivas do rival e o ataque preciso, definindo quando tinha a oportunidade. Foram 3 TD’s do ataque e dois field goals. A defesa anotou um TD (interceptação retornada para a endzone) e um safety, além de um TD que surgiu de um retorno de kickoff na primeira jogada do segundo tempo.

Sem dúvidas foi uma vitória histórica, não só para o time, mas também para a díade de Seattle que não via um time da cidade ser campeão de uma das grandes ligas desde 1979, quando o extinto Seattle Supersonics venceu a NBA. Um orgulho para a torcida dos Seahawks, tida como o 12º jogador e que tem parte nessa conquista, tamanho o apoio que dá aos seus jogadores quando estes jogam em casa.

O MELHOR ATAQUE É A DEFESA

A conclusão deste Super Bowl pode ser a que o melhor ataque é defesa. Como disse no início deste texto, existe uma velha máxima que ataques ganham jogos e defesas ganham campeonatos. Seattle é uma prova viva disso.

Não que o ataque comandado por Russel Wilson, Marshawn Lynch, Golden Tate, entre outros, não tenha méritos, tem e muitos, mas podemos dizer, na minha opinião claro, que 55% do título se deve a defesa.

O fanfarrão Richard Sherman e seus “amiguinhos” formam a defesa mais temida da liga e uma das melhores da história. E a coroação da espetacular campanha dos defensores foi a escolha de Malcom Smith como MVP (melhor jogador) do Super Bowl. Vale lembrar que desde 2003, um defensor não era escolhido melhor jogador do SB.

RUSSELL WILSON

Com certeza muitos torcedores e dirigentes, além do Denver, claro, foram dormir com dor de cabeça e uma pontinha de inveja. Muitos veem Russell Wilson tendo grandes atuações, não deve imaginar foi “somente” a 12ª escolha da terceira rodada do draft de 2012. Acontece que por ser considerado baixinho (1,80m) para a posição de QB, muitos times resolveram não arriscar, mas Seattle deu um voto de confiança e já colhe os frutos dessa aposta. Se Russel Wilson se tornará um dos melhores da história, se vai entrar para o Hall da Fama um dia, não podemos afirmar, mas ele já começou bem, em duas temporadas já tem um Super Bowl, tem tudo para brilhar.

Russell Wilson comemora o título. - Foto: Divulgação / NFL
Russell Wilson comemora o título. – Foto: Divulgação / NFL

E PAYTON MANNING?

Analisando friamente os números de Payton Manning temos um dos melhores QB’s de todos os tempos, algo que parece ser unanimidade entre aqueles que acompanham a NFL.

Porém por muito tempo ele teve que viver com o injusto título de amarelão em playoffs. Injusto porque não se pode creditar a um só jogador, por melhor que ele seja, a culpa de derrotas. Nessa temporada ele quebrou esse paradigma, depois de ser espetacular na temporada regular, jogou bem nos playoffs e levou o time a decisão.

Mas aí veio o Super Bowl e o ataque que teve média de mais de 30 pontos por jogo, não fez nada, terminou com apenas 8 pontos, com uma atuação pífia. Claro que os críticos vão aproveitar para cornetar ainda mais o camisa 18, de forma injusta. Mas não podemos negar, a atuação de Manning foi bem abaixo do esperado, mais por méritos da defesa de Seattle, do que por deméritos do próprio.

E AGORA ACABOU!

Passada a euforia e frenesi do Super Bowl, da espetacular vitória de Seattle, o sentimento agora já é de saudade. Acabou-se a temporada da NFL, serão agora seis longos meses de hibernação, sem jogos de domingo, segunda e quinta.

Sem Pryanca Chopra no TNF, sem Carrie Underwood no SNF, sem aquela musiquinha característica do MNF.

Sentiremos saudades, para quem acompanha na ESPN, das onomatopeias produzidas por Paulo Antunes durante os jogos, das zoeiras do Everaldo Marques colocando músicas e risadas durante os jogos, dos bordões infames de Rômulo Mendonça (dos quais, eu confesso, dou muita risada), só de falar a saudade já toma conta.

Nossa dependência de FA pode ser saciada com nossos campeonatos aqui no Brasil, tem estaduais, tem o Torneio Touchdown e tantos outros, que também merecem nosso carinho. Vem logo mês de agosto, vem logo temporada 2014/15.

PÓS-SCRIPTUM

Para terminar, queria agradecer a você que acompanha o 11 Jardas, site o qual estou tendo o prazer de colaborar desde o finalzinho do ano passado. É uma honra poder ajudar nesse incrível projeto. Agradeço a equipe pela oportunidade que me deram e a todos os leitores que me aceitaram e que acompanham meus textos. Mesmo com fim da temporada continuaremos juntos, o FA pode ser assunto para o ano inteiro, por isso vamos seguir juntos nessa temporada!

*Este é um texto colaborativo, o qual representa a opinião do autor e não a opinião do 11jardas.com e seus editores* Quer ser um colaborador do 11 Jardas? Então cadastre-se em www.11jardas.com/PARTICIPE*

Escrito por Carlos Oliveira

Colinense, sou apaixonado por esporte e adoro escrever. Já fui radialista e jornalista esportivo. Sempre me interessei por futebol americano, mas foi em 2010 entrei de vez no mundo do FA, quando comecei a acompanhar os jogos e estudar o esporte, não sou um expert, mas a cada procuro me informar e aprender mais sobre FA. Sou torcedor dos Patriots.